Continuação...
A título de que assassinaram o “Mangue”
Que a todos servia e empolgava
Como cartão postal da bisonha vila/cidade?
A troco dos interesses da modernidade,
Que extinguem sem pena o que penosamente
As gerações antigas preservaram?
O “Mangue”, eu o recordo em sua singeleza:
Uma cerca com três fi os de arame o dividia
Em “Mangue” dos homens e “Mangue” das mulheres.
A cerca era a garantia da moral dos banhistas
E a prova do respeito às usanças nativas
Quando maiô e calção não tinham serventia.
A lenda informa que quem passa à noite por ali
Escuta a céu aberto um lânguido gemido,
Um queixume tristonho sob a luz do luar.
Chora a alma do “Mangue” soterrada
Sob a injusta prisão do areal que a sufoca
E a recobre, como uma escaldante sepultura.
Escrito por Nilson Patriota às 14h00
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