Continuação...
No rio de sangue das batalhas
Em que feriram, mataram e pereceram,
Fizeram história, sem que deixassem nome perdurável.
Um deles – intimorato e heróico guerreiro –
Fez-se corsário assolando o Caribe.
Outro, em mais remota época,
Teve seu esqueleto preservado
Numa armadura de Cruzado
Emparedada no Muro das Lamentações
Em Jerusalém.
As inquestionáveis circunstâncias da vida
Levaram-nos a cobiçar as vastidões da América,
Onde o Eldorado julgavam encontrar.
Postulantes da vida independente,
Aplaudiram a intemperança das cunhãs
De seios túmidos, sensórios, insignes, desejáveis.
Na margem oriental do Tenebroso Mar,
As suas caravelas ancoraram e enfrentaram a selva.
Esforçados na guerra de conquista,
Fizeram jus ao butim almejado,
Em cuja partilha agiram com justeza.
Compreensível ao senso comum e a toda a razão,
Muito pouco lhes coube na divisão do bolo desejado.
Mas, ao término das lutas mercenárias,
Escrito por Nilson Patriota às 14h35
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