Continuação...
Filho teu, corre em minhas veias antigo sangue.
Vejo-te, oh minha terra, aninhada no regaço dos morros
Em que dormiste o sono milenar dos esquecidos,
Indiferente à porfi a
Dos séculos e das gentes de olhos azuis e barba hirsuta.
Ah, como foste feliz em tua selvagem solidão!
Ao fundo da Matriz (bem na curva do rio)
Tenho o umbigo enterrado num passo que persiste
Bem no início das trilhas avoengas.
Desde ali os meus antepassados enriqueceram a terra
Com a semente dos primeiros coqueiros
Humanizando assim a árida paisagem.
No mistério da noite
Lendas e assombrações disseminaram:
À saída de Vésper,
Cuja branca luz esplende acima do “Tourinho”,
A Mãe-d’água banhava-se na Bica,
“O grito do mês de maio” ecoava na solidão dos morros
E o “Séquito das Almas” murmurava o rosário
(Sob o halo fantasmagórico do luar)
Pela rua encantada.
Escrito por Nilson Patriota às 13h04
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